29 de dezembro de 2010

Quem é O "Mala" do Ano?



Quando o jornalista Arthur Xexéo era colunista do Jornal do Brasil escrevia com humor e irreverência, e dava gosto de lê-lo. Depois que foi para O Globo virou um porre, ou talvez sempre tenha sido e eu não tenha notado.

Mas vamos ao que interessa: no Jornal do Brasil o escriba fazia, em todos os finais de ano, um concurso para eleger O “Mala” do Ano: aquele sujeito chato, repetitivo em suas manias, especialista em fazer gênero, sempre querendo aparecer na mídia, etc, etc,etc.

Os leitores mandavam e-mails ou cartas, votando nos candidatos ou sugerindo um outro nome que fizesse jus ao título. Sempre participei ativamente porque adoro ridicularizar os chatos de plantão. Uma vez indiquei Caetano Veloso por causa do ataque histérico que ele deu num show, a troco de nada. Aliás, o filho da Dona Canô é um porre, vamos combinar... Ou não. Melhor perguntar pra Gil!

Pois bem, Xexéo ficou indignado e me mandou um e-mail porque Caê era amigo dele. Ah, tá, e eu com isso? Respondi, lógico, como convém a uma pessoa de fino trato e pavio mais fino ainda, mas mantive minha indicação ressaltando que o baiano podia ser amigo até de Antônio Carlos Magalhães, Caymmi, Mãe Menininha do Gantuá, Jorge Amado e Carybé, que eu mantinha minha indicação.

Xexéo não respondeu nem publicou minha resposta: deve ter ficado mordido em sua vaidade. Depois foi para O Globo. Nunca mais o li, mas já o vi num programa de entrevista. É um “mala” enrustido e afetado.

Mas resolvi fazer o mesmo concurso que ele criou porque sempre gostei da idéia. E vou disponibilizar os nomes de quem considero “malas”. Podem votar, discordar, indicar outros. Mas nada de corruptos ou figurinhas políticas porque estes não são malas, são venenosos. “Mala” é aquele chato que não se manca, que é sempre um personagem fazendo gênero, que faz qualquer coisa para aparecer e permanecer.

Vamos nessa?

Pe.Marcelo Rossi – Este já é hour concur. Ganhou anos seguidos. Com sua cara de paisagem e ar de santidade irrita qualquer um que não seja papa-hóstia. Achou o caminho das pedras para se dar bem e não desiste. Votar nele é chover no molhado.

Fábio de Melo – Padre “cantor” que seguiu os passos do anterior porque sacou que rende muita fama e grana. Metrossexual assumido faz cara de santo, mas não convence ninguém. Só as beatas. É mais engomado que o mala Roberto Justus. Faz musculação, depila as sobrancelhas, usa botox e outras viadagens chatíssimas. E tem pinta de eunuco.

Galvão Bueno – Este é mais que mala. Merece o prêmio Baú Sem Alça. Não cala a boca nem a pau e ganha uma “baba” da Globo para encher o saco de quem o assiste! Incomoda mais que vuvuzela. Por ser um tremendo cara-de-pau não atendeu ao clamor popular “cala boca, Galvão Bueno!” e continuou a encher os ouvidos e o saco do tele espectador.

Dunga – Chato, teimoso, mal encarado e mal vestido. Sumiu do mapa... Por enquanto.

Jô Soares – O Obesidade Mórbida - gordo é eufemismo - consegue ficar mais insuportável a cada ano. É mais que mala, é um container. E se acha engraçado, sábio, cultíssimo e polivalente! Puxa o saco dos gringos e debocha cinicamente dos entrevistados mais humildes. Em seu programa, o entrevistado acaba sendo ele porque quer aparecer mais que os convidados. Quando resolve cantar, dançar e tocar bongô não há quem agüente. Nasceu para bailarina e foi parar num colégio interno na Suiça, como castigo.

Dado Dolabella – Play boy nojentinho, cara de sujo e dopado, não consegue emplacar em nada, apesar dos esforços de sua mamãe. Mal consegue falar, tamanha a inadimplência mental. Mas fica esperto na hora de bater em mulher. Merece o troféu Pochete Ensebada e umas porradas para aprender a ser gente.

Kaká – O menininho do Galvão tem cara de coroinha e jeito de moçoila. É irritante quando se diz perseguido por ser evangélico, crente, cristão, ou sei lá que nome tenha. Podia fazer dupla sertaneja com outro mala, o lusitano Cristiano Ronaldo, porque como jogador é muito dói-dói.

Ana Maria Braga – Além de chatíssima tem uma figura absolutamente brega. Com cara de gesso, e risinho irritante, envolve a mídia e o povaréu no seu casa-descasa sem fim. Faz a alegria dos repórteres de fofocas porque está sempre atrapalhada com seu ex-futuro-atual marido. Como cozinheira da Globo faz sucesso somente com as coitadas que vivem para pilotar fogão e com as velhinhas abandonadas nos asilos. Consegue ser mais irritante que sua comadre Susana Vieira. Qualquer dia vira uma cacatua e casa com o Louro José se este bobear.

Xuxa – Alguém tem que avisá-la que não dá mais para posar de princesa e nem falar com voz de menininha retardada. Já deu o que tinha que dar. Nem com toda a produção do mundo ela vai conseguir impressionar os tais baixinhos que já viraram homens há muito tempo. A criatura é tão chata que deveria pendurar os sapatinhos de cristal as chuteiras antes que a Globo a mande fazer par romântico com Renato Aragão, outro mala insistente e gosmento.

Sandi Júnior – Ser híbrido que tanto pode ser uma dupla, como apenas um. Siameses separados por milagre televisivo são, na verdade, a mesma pessoa. Até hoje existe curiosidade sobre a propalada virgindade de Sandi Júnior que ora se apresenta como gênero feminino, ora como masculino. Mas em ambas as situações a característica mala é inequívoca. Podia ganhar o troféu Mochila Remendada e sair do ar para sempre. Nossos ouvidos agradeceriam.

Fernanda Young – Escritora dublê de apresentadora não existe de verdade. É uma ficção. Nada nessa mala sem alça é verdadeiro. Irritante, chaterésima e artificial, faz o gênero Gótico Sem Noção, mas às vezes apela para o sensual-punk-de-ocasião com suas tatuagens descombinadas com espartilho. No seu programa de entrevista, na GNT, demonstra que pode descambar para Jô Soares ou Lobão, só precisa de tempo. Impertinente e apelativa, foi um desastre quando participou do programa Saia Justa. O troféu Sacola Furada lhe cairia muito bem.

Diogo Mainardi – O amarelado ex-colunista da Veja sempre foi uma gigantesca mala sem alça e sem rodinha: amargo, rabugento, crítico por princípio, consegue detestar quase tudo na vida. De um mau humor impar, não sabe nem rir, prefere o escárnio. No programa Manhattan Connection se destaca pela acidez raivosa. Coleciona um belo volume de Processos porque atira contra tudo e todos. E agora abandonou o Brasil e foi se exilar numa cidade tão chata quanto ele: Veneza. Se fosse um ser de amenidades e risos iria para Amsterdam. Mas os imundos canais venezianos lhe são mais afins do que a alegre cidade holandesa. Já foi tarde.


Aqui estão meus candidatos à Mala do Ano. Vote ou aumente a lista. E Feliz 2011 !!!